terça-feira, 11 de março de 2014

Justiça Eleitoral cassa prefeito Fábio Bezerra e a vice-prefeita Aurivaneide da Serra do Mel

Justiça Eleitoral cassa prefeito Fábio Bezerra e a vice-prefeita Aurivaneide da Serra do Mel
Jacó Costa18:12 0 comentários

Cézar Alves/editor
O prefeito Fábio Bezerra de Oliveira, e a vice-prefeita Erivaneide Zacarias da Costa Sobral, da Serra do Mel, foram cassados pela juíza eleitoral Ana Clarissa Arruda Pereira, nesta segunda-feira, 10 de março, por impedir a circulação do transporte de eleitores no dia 7 abril de 2013 ocasião que aconteceu a eleição suplementar do município e por colocar luzes verdes nas praças e paradas de ônibus.
A decisão, no entanto, não afasta o prefeito e a vice de imediato dos cargos. Só quando transitar em julgado.
A comunicação da retenção dos transportes de eleitores foi feita a justiça Eleitoral pelo jornalista Joaquim Crispiniano Neto. O fato foi constatado pessoalmente pela promotora de justiça Ana Ximenes, que reforço a tese de que o então prefeito interino e candidato a prefeito Fábio Bezerra havia determinado ao secretário Municipal de Transportes, Joab João de Moura que não liberasse ou emperrasse o transporte credenciado de circular.
Em sua defesa, o prefeito Fábio Bezerra, através dos seus advogados, alegou que o transporte demorou até meio dia para começar a circular nas vilas do municípo devido ao atraso no credenciamento dos veículos parte da Justiça Eleitoral. Sobre este fato, a juíza eleitoral Ana Clarissa Arruda Pereira considerou "descabida". 
Até mesmo por que o testemunho do capitão PM Maxmiliano Luiz Bezerra Fernandes foi claro e esclarecedor sobre os fatos, tendo ele sido o autor da prisão do secretário de Transportes Joab João de Moura no dia da eleição por ter retido os veículos credenciados para o transporte de eleitores no município.
"A promotoria constatou que de 13h do dia 7 de abril de 2013 menos de 60% dos eleitores, da Serra do Mel, que está distribuída em 23 vilas, teriam conseguido votar e, confome a candidata da oposição, Francisca Rodrigues da Costa, a grande maioria dos eleitores que não teriam votado eram exatamente das vilas rurais, que estariam pre-dispostos a votar pela mudança no município.
Além deste fato, ficou comprovado no processo que o então prefeito interino e candidato a prefeito na eleição suplementar pintou as praças de verde e colocou iluminação verde, assim como fez também nas paradas de ônibus, um flagrante uso de recursos públicos em benefício próprio.
Diante dos fatos, a juíza eleitoral Ana Clarrisa Arruda Pereira decidiu por cassar o registro de candidatura do prefeito eleito Fábio Bezerra de Oliveira e da vice-prefeita Erivaneide Zacarias da Costa Sobral, porém decidiu que o  afastamento só deve acontecer quando o processo transitar em julgado.
A decisão deve ser publicada no Diário da Justiça desta quarta-feira, 12, com data retroativa desta segunda-feira, 10.
Diante da decisão anulando mais de 50% dos votos válidos, cabe a Justiça Eleitoral realizar uma nova eleição suplementar no município, a qual o atual gestor Fábio Bezerra não poderá participar e nem sua vice-prefeita Erivaneide Zacarias da Costa Sobra, pois perderam os direitos politicos por oito anos. A decisão finaliza ressaltando que após transitado em julgado, o presidente da Câmara Municipal assuma o cargo de prefeito interinamente e realize novas eleições
postado por: http://jacocosta.blogspot.com.br/2014/03/justica-eleitoral-cassa-prefeito-fabio_11.html 

sábado, 8 de março de 2014

‘PMDB não quer mais cargos’

Eduardo Cunha: ‘PMDB não quer mais cargos’

Josias de Souza - http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/03/08/eduardo-cunha-pmdb-nao-quer-mais-cargos/
Brizza Cavalcanti/Ag.Câmara
Personagem da semana, o deputado Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, deu entrevista ao repórter Diego Escosteguy. Disse que o PMDB “não quer mais cargos”. Definiu o blocão como “uma aliança sem líder” constituída de “partidos cansados de ser negligenciados pela articulação política do governo”. Acusou o PT de tramar uma “hegemonia sem precedentes”. E vaticinou um futuro amargo para o seu PMDB se o partido não reagir. “Viraremos o DEM do PT.” A íntegra da entrevista pode ser lida aqui. Abaixo os principais trechos:
estrelinha
– Fisiologismo do PMDB: …Abrimos mão dos cargos. A bancada do PMDB não indicará mais cargos no governo Dilma. Essa visão do PMDB como um partido meramente fisiológico, que vive mendigando cargos, tem muito de fantasia. É uma fantasia maniqueísta, que dá ao governo o falso argumento de que está, ao não respeitar a base aliada, apenas agindo eticamente, como arauto da moral, resistindo aos maus da política. Balela. Serve para justificar a incompetência do Planalto no diálogo com os parlamentares que deveriam, afinal, integrar um governo de coalizão. E para dizer: ‘O PMDB é assim mesmo, chantageia o governo até obter mais um ministério’. A gente não quer isso.
– Propósitos do blocão: O Blocão é uma aliança informal entre partidos cansados de ser negligenciados pela articulação política do governo. Alguns dizem que é uma costura feita por nós, do PMDB, para enfraquecer o governo. Não é verdade. É uma aliança sem líder. São partidos que têm uma reclamação generalizada em relação ao governo, mas que querem continuar na base, desde que sejam respeitados. Resolvemos nos unir porque não há mais alternativa de diálogo qualificado. O governo age como se os aliados fossem satélites sem importância.
– Hegemonia do PT:
 As eleições estão chegando, e os deputados perceberam que o PT, em coordenação com o Planalto, trabalha para conquistar uma hegemonia sem precedentes. Na ponta, o PT usa a máquina, explora programas do governo, como entrega de máquinas agrícolas e ônibus escolares. O deputado do PT tem informação privilegiada do governo e entregará a máquina no município de um deputado do PMDB. Isso produz enorme lucro político. Acontece em todos os ministérios, no país inteiro.
– O desespero: O PT elegerá 130 deputados em 2014, saindo dos atuais 87 – o que daria ao partido um tempo de TV recorde nas eleições municipais de 2016. …Se o PT aumentar a bancada, muita gente da base aliada percebeu que não voltará a Brasília no próximo ano. Se o partido tiver menos tempo de TV, nossos prefeitos correrão o mesmo risco em 2016. Bateu o desespero em todo mundo.
– A frustração: Não é questão de hierarquia. É questão do que é melhor para o partido. Há quatro anos, antes de fazer aliança com o PT, o PMDB era maior. Na verdade, a relação PMDB-PT ficará como ocorre com DEM e PSDB. Viraremos o DEM do PT. Um satélite do PT. É isso o que eles querem. O PT tem projeto hegemônico, de dominação completa do poder político. Por isso, sempre terá candidato a tudo, tenderá a ocupar todos os espaços. Isso já ficou claro. O PT não faz um projeto de parceria. É nesse contexto que surge o Blocão. O governo e o PT tratam os outros partidos da mesma maneira. Os deputados se revoltam contra isso.
– Fogo no circo? Claro que não. Vamos botar fogo no circo, se estamos nele? Não faria sentido. …Não aprovaremos projetos que causem impacto negativo nas contas públicas. Isso está preservado. Buscamos uma ação política para escolher temas que a gente possa apreciar de maneira independente, que nos ajudem a mostrar serviço para os eleitores. Mas o movimento da aliança – repito – é em reação ao projeto hegemônico do PT.
– Fator Temer: Michel Temer é aquele fiozinho que está arrebentando. Se não fosse a presença do Michel e ele ser uma figura de que a gente gosta, essa aliança tinha tudo para morrer agora. Se a aliança se mantiver, será mais por Michel do que por qualquer outro motivo. Isso não é bom para o partido. Não fizemos uma aliança para ser personalizada. A gente fez uma aliança achando que o PMDB estava entrando no governo. Engano. Não somos consultados a respeito de nada. O PMDB não participa de reuniões estratégicas. O Planalto só se lembrou da gente durante os protestos de junho, quando precisou de apoio. Ajudamos. Fomos leais. Mas eles não foram.
– Dilma Rousseff: Ela pode fazer o gesto do respeito político. Ter uma atitude equânime, de respeito a todos. Infelizmente, não acho que dê mais tempo de consertar o estrago político para a maioria dos deputados. Mesmo que o Planalto execute as emendas parlamentares que deveria, como, aliás, havia prometido, temos apenas três meses até que a lei eleitoral proíba o governo de gastar. Mas é possível, para Dilma, enfrentar o problema com respeito. Dialogar conosco.
– Ataques de Dilma: É, no mínimo, injusto. Se alguém teve um comportamento, como líder do PMDB, ajudando o governo num dos momentos mais difíceis do mandato dela, fui eu. Atuei para derrubar todos os projetos que tinham impacto fiscal. Não faltei com a lealdade em nenhum momento. Agora, você ser leal ou estar aliado não significa subserviência. Sou aliado, porém penso. Tenho opinião. Minha bancada pensa. Tenho de exercer o que a maioria de minha bancada pensa. É ela que me legitima. Tenho de ser respeitado por isso. O PT acha que pode tratar aliados com migalhas: dão as ordens, e os aliados têm de obedecer. Comigo, infelizmente, não é assim. Na visão deles, aliado que questiona ou debate vira adversário.
– Saudades do Lula?
 Muita. O tratamento do governo do presidente Lula com a classe política foi infinitamente melhor que o tratamento dispensado hoje.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Prefeito de Campo Grande conhece abatedouro referência

Prefeito de Campo Grande conhece abatedouro referência para cidades do RN

"Bibi de Nenca" ficou impressionado com a estrutura do abatedouro de Upanema"Bibi de Nenca" ficou impressionado com a estrutura do abatedouro de UpanemaCAMPO GRANDE - Depois da visita do prefeito de Jardim de Piranhas, Elídio Queiroz (PSD), ao aterro sanitário, agora foi a vez do prefeito de Campo Grande, Francisco das Chagas Eufrásio Vieira de Melo, "Bibi de Nenca" (PMDB), se deslocar a Upanema para conhecer o abatedouro público construído naquele município. A unidade continua sendo referência para outras cidades do Estado.
Acompanhado das secretárias de Agricultura, Irene Galdino, e de Obras, Liliana Almeida, o prefeito "Bibi de Nenca" foi recepcionado pelos coordenadores municipais Josiéliton Castro (Serviços Públicos) e Paulo Melo (Serviços Urbanos). O prefeito de Upanema, Luiz Jairo (PR), que cumpria agenda em Mossoró, ligou para dar as boas-vindas ao colega visitante.
Após conferir a estrutura física e os equipamentos do abatedouro de Upanema, o prefeito de Campo Grande disse que o empreendimento era referência para todo o Estado. "Trata-se de um abatedouro modelo que também queremos instalar em Campo Grande, inclusive já estamos com a obra em andamento", observou "Bibi de Nenca".
O chefe do Executivo adiantou que voltará a Upanema assim que o abatedouro começar a funcionar, o que pode acontecer a qualquer momento devido a única pendência ser a liberação do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). "Quero acompanhar também o abatedouro operando para dar agilidade no funcionamento da unidade de Campo Grande", argumentou.
O funcionamento do abatedouro público que está sendo construído pela Prefeitura de Campo Grande é aguardado com expectativa pela população que já manifestou preocupação com o consumo da carne comercializada na cidade, diante da suspeita de abate clandestino de alguns animais. Assunto que inclusive já foi denunciado pela imprensa da região.
Diante desses fatos, o prefeito "Bibi de Nenca" apressou as obras de construção do abatedouro público local. A lentidão dos serviços é justificada pelo gestor que alega estar usando recursos próprios do município e muitas vezes enfrenta trâmites burocráticos. Mas a expectativa do gestor é que a inauguração do novo abatedouro público da cidade ocorra no dia 5 de abril, data da emancipação política do município.

Pais liberais demais dão a filho mais responsabilidade do que ele pode ter

Pais liberais demais dão a filho mais responsabilidade do que ele pode ter
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Ludmilla Ortiz Paiva
Do UOL, em São Paulo

  • Deixar os filhos "soltos" demais pode torná-los carentes de uma figura que impõe limites
    Deixar os filhos "soltos" demais pode torná-los carentes de uma figura que impõe limites
À primeira vista, deixar os filhos "soltos" demais pode até parecer um sinal de confiança forte dos pais. Mas liberdade em excesso pode tornar crianças e jovens carentes de uma figura que impõe limites.
Além disso, quando a liberdade é muito grande –principalmente no caso de crianças–, os pais acabam deixando para o filho a responsabilidade de tomar decisões que ele não tem maturidade para administrar. É o que diz o psiquiatra Içami Tiba, autor de diversos livros sobre educação, como "Quem Ama, Educa!" (Integrare Editora).
"Apesar de pensar que está ajudando o filho, os pais estão errando como educadores. Não se pode deixar a criança ou o adolescente fazer tudo que tiver vontade. São os adultos que vão arcar com as consequências dessa liberdade toda", declara Tiba. E, futuramente, os filhos também. 
"Os pais têm a ilusão de que proibir fará os filhos sofrerem. Só que, quanto menor a criança, menos conhecimento ela tem para avaliar as consequências dos seus atos", afirma a professora Audrey Setton Lopes de Souza, do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo). Segundo a especialista, a liberalidade excessiva não ajuda e, sim, assusta a criança.
Para Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo, também professora do Instituto de Psicologia da USP, é preciso observar as características culturais e comportamentais de cada família. Há núcleos familiares que são, naturalmente, mais liberais; outros, mais repressivos. Só que existem regras e situações sociais que transcendem os conceitos ideológicos de cada grupo.
Thinkstock

Seu filho adolescente está mentindo para você?

Muitos pais de adolescentes enfrentam a preocupação diária em relação ao que eles fazem quando estão longe de sua supervisão. Faça o teste e descubra se seu filho tem dado sinais de que não está contando toda a verdade para você
"Muitas crianças não querem ir à escola, mas não se pode acatar esse tipo de pedido. Todas as crianças têm o direito de estudar, isso é protegido por lei. Existem outros valores mínimos necessários para a convivência em sociedade, que devem ser ponderados na hora de liberar ou não o filho a fazer algo", fala a psicóloga Leila.
De acordo com Audrey de Souza, as regras devem começar a ser impostas quando a criança ainda é bebê. "A gente nasce com uma busca pelo prazer ilimitado. E são com regras básicas que aprendemos a lidar com o mundo", diz.

Adolescência

Segundo os especialistas, a liberdade total, geralmente, leva o adolescente para dois caminhos: um é a carência, o sentimento de estar abandonado. O outro é a delinquência.
A professora Leila Tardivo conta que, certa vez, acompanhou o caso de uma adolescente que fingia estar sempre conversando com a mãe pelo telefone. "Ela fazia de conta que tinha uma mãe que a repreendia, como as amigas tinham. Ela precisava de um cuidado, e a mãe não ligava, deixava a garota fazer tudo. Enquanto as amigas achavam aquilo legal, a menina se sentia abandonada", descreve a especialista.
Segundo a professora Audrey de Souza, o adolescente é transgressor por natureza e é preciso ir contra a essa tendência. "Para o jovem, é importante desafiar. A gente sabe que, uma hora ou outra, ele pode experimentar bebidas alcoólicas. É importante que haja um adulto que diga 'não'. Que dê bronca se ele beber. O desafio sem uma certa intervenção pode criar um delinquente, que só vai parar de cometer excessos quando for barrado pela justiça".

quinta-feira, 6 de março de 2014

Corinthians entra na briga por mata-mata

Jadson e sensação comandam goleada sobre Linense, e Corinthians entra na briga por mata-mata

O Corinthians, enfim, está na briga por uma vaga na fase mata-mata do Campeonato Paulista...


Jadson e sensação comandam goleada sobre Linense, e Corinthians entra na briga por mata-mata
Jadson comandou a quarta vitória consecutiva do Corinthians no Campeonato Paulista
O Corinthians, enfim, está na briga por uma vaga na fase mata-mata do Campeonato Paulista. Depois de um início turbulento, o clube de Parque São Jorge alcançou, na noite desta quarta-feira, a quarta vitória consecutiva e encostou na briga por um lugar nas oitavas de final. A vítima desta vez foi o Linense: goleada por 4 a 0, em confronto realizado no Estádio Gilbertão, em Lins.

Menino de 8 anos é espancado até a morte pelo pai

Atualizado: 05/03/2014 17:22 | Por estadao.com.brMenino de 8 anos é espancado até a morte pelo pai para 'andar como homem'
Criança não queria cortar o cabelo para ir à escola; assassino afirma que filho era desobediente
Atualizado: 05/03/2014 17:22 | Por estadao.com.br

Menino de 8 anos é espancado até a morte pelo pai para 'andar como homem'

Criança não queria cortar o cabelo para ir à escola; assassino afirma que filho era desobediente 
RIO - Com apenas 8 anos, o menino Alex foi espancado pelo pai Alex André Moraes Soeiro, de 34 anos, até a morte, na Vila Kennedy, zona oeste do Rio, no dia 17 de fevereiro. O motivo: o menino não queria cortar o cabelo para ir à escola. Em depoimento, o pai afirmou que batia frequentemente no filho porque o menino era muito desobediente.

Após duas horas de espancamento, Alex foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vila Kennedy, já morto e com hematomas por todo o corpo. A equipe médica desconfiou de violência doméstica e enviou o caso para o Conselho Tutelar de Bangu. No Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, os peritos constataram que ele morreu por hemorragia interna. De tanto apanhar teve o fígado perfurado. Ele também tinha sinais de desnutrição.


Segundo o jornal O Globo, Alex morava com a mãe Digna Medeiros, de29, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. No início de 2013, a mãe foi ameaçada pelo Conselho Tutelar local de perder a guarda do filho por não levá-lo para a escola. Digna, que não trabalha e sobrevive com dois salários-mínimos dados pelo avô de Alex, mandou o filho para morar com o pai no Rio.


Na capital fluminense, Soeiro, que já cumpriu pena por tráfico de drogas e estava desempregado, morava com a mulher, Gisele Soares, e outras cinco crianças em uma casa simples de apenas três cômodos, em uma área disputada por três facções rivais. Em depoimento, André afirmou ao delegado Rui Barbosa, da 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, zona oeste, que as surras eram "corretivos" para ensinar o filho "a andar como homem". Para o pai, Alex, que gostava de lavar louça e de dança do ventre, era "afeminado".


Soeiro contou que o menino não chorava enquanto apanhava e, por isso, batia mais, por achar que a lição não estava sendo suficiente, informou o jornal. Os vizinhos, o apelidaram de "monstro de Bangu" e disseram nunca ter ouvido nada. O conselheiro tutelar Rodrigo Botelho pedirá que a polícia investigue se o menino vivia em cárcere privado.


Em maio de 2013, quando foi morar com o pai no Rio, Alex foi matriculado na escola municipal Coronel José Gomes Moreira, na Vila Kennedy. O menino tinha bom desempenho, sempre com notas acima de 80 nos três bimestre que ficou na unidade. No início deste ano, Soeiro foi até a escola pedir a documentação escolar do filho que, segundo ele, voltaria para Mossoró.


Prisão. Soeiro foi preso na noite de 18 de fevereiro, em cumprimento de um mandado de prisão temporária, expedido pela juíza Nathalia Magluta e depois encaminhado para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste. Ele foi indiciado por homicídio seguido de morte.


De acordo com O Globo, ele teria dito que o menino "era de peitar" e "partia para dentro de você". O pai negou que tivesse intenção de matar o filho, mas ele precisava ser "homem". A frieza do pai ao falar sobre o filho impressionou os policiais.


Histórico. Parentes ouvidos pelo jornal carioca afirmaram que Soeiro era homofóbico e teria rejeitado um filho de 12 anos, que, para ele, seria "pouco másculo". Ele já teria tentado bater no filho mais velho e na própria mãe.


Gisele Soares, mulher de Soeiro, prestou depoimento e afirmou que era contra os castigos físicos.


Digna Medeiros, mãe de Alex, afirmou que só falou duas vezes com o filho: uma no dia em que a criança deixou Mossoró e outra quatro dias depois que ele chegou no Rio. Ela mantinha contato com um irmão de Soeiro para obter informações sobre o menino de 8 anos. Digna tem outros três filhos: um bebê de 8 meses que mora com ela, um menino de 3 anos que vive com os avós paternos e um adolescente de 15 anos que mora com o pai no Rio e que ela não vê desde que era um bebê.
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quarta-feira, 5 de março de 2014

Os senadores mais assíduos de 2013

Os senadores mais assíduos de 2013

POR CONGRESSO EM FOCO | 05/03/2014 08:00 
CATEGORIA(S): ASSIDUIDADENOTÍCIASOUTROS DESTAQUESREVISTA CONGRESSO EM FOCO
Os dez parlamentares que registraram mais presença nas 119 sessões reservadas a votação no Senado
SenadorSessõesPresenças
José Pimentel (PT-CE)119118
Paulo Paim (PT-RS)119118
Ruben Figueiró (PSDB-MS)119118
Alfredo Nascimento (PR-AM)119117
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)119117
Randolfe Rodrigues (Psol-AP)119117
Lindbergh Farias (PT-RJ)119116
Lúcia Vânia (PSDB-GO)119116
Pedro Taques (PDT-MT)119116
Alvaro Dias (PSDB-PR)119114
Fonte: Revista Congresso em Foco com base em dados do Senado

Quinze deputados foram a todos os dias de votação

Os campeões da presença em plenário em 2013

Quinze deputados foram a todos os dias de votação. No Senado, três tiveram só uma ausência. Levantamento da Revista Congresso em Foco mostra os parlamentares mais assíduos do ano passado

Alexandra Martins/Ag. Câmara
Tiririca é um dos seis deputados que compareceram a todas as sessões desde o início da legislatura
Cristiano Zaia
Nem só de faltas vive o Congresso Nacional. Levantamento feito pela Revista Congresso em Foco revela que 29 deputados não tiveram nenhuma ausência no ano passado. Mas nem todos exerceram o mandato o ano inteiro. Desses, apenas 15 registraram presença em todos os 113 dias com sessões deliberativas. Entre eles, seis que ainda não perderam um dia sequer da atual legislatura, iniciada em fevereiro de 2011: Alexandre Leite (DEM-SP), Lincoln Portela (PR-MG), Manato (SDD-ES), Pedro Chaves (PMDB-GO), Reguffe (PDT-DF) e Tiririca (PR-SP).
Os dados fazem parte de levantamento exclusivo da nona edição da Revista Congresso em Foco, que já pode ser acessada por assinantes em sua versão digital ou comprada, em sua versão impressa, tanto pela internet quanto nas bancas.
No Senado, os mais assíduos em 2013 foram José Pimentel (PT-CE), Paulo Paim (PT-RS) e Ruben Figueiró (PSDB-MS), que registraram presença em 118 das 119 sessões realizadas pela Casa. Pimentel já havia sido o mais presente nos dois últimos anos: ele compareceu a todas as sessões de 2012 e faltou a apenas uma de 2011.
Com 100% de presença no plenário em 2013, o deputado Amauri Teixeira (PT-BA) acredita que o excesso de faltas dos parlamentares prejudica ainda mais a já desgastada imagem do Congresso. Ele diz ter recusado vários convites para eventos fora da Câmara em dias de votação por entender que é obrigação do congressista estar presente no plenário. “O número excessivo de faltas dos parlamentares atinge a credibilidade da instituição diante da população”, afirma. “Hoje, não podemos enganar mais ninguém”, acrescenta o petista.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Encerrou hoje o recadastramento Biométrico em Serra do Mel - RN

Encerrou hoje o recadastramento Biométrico em Serra do Mel - RN
Jacó Costa18:55 0 comentários

  Os dados do  recadastramento biométrico foram os seguintes: 
REVISÃO - 7458
TITULO NOVO - 354
TRANSFERÊNCIA - 424
Total de eleitores para as próximas eleições em Serra do Mel é de 8.236
O total de eleitores da Serra do Mel nas eleições passadas eram de 9.047 deixaram de fazer o  recadastramento 1589 pessoas ! 
postado por: http://jacocosta.blogspot.com.br/2014/02/encerrou-hoje-o-recadastramento.html em 27.02.2014 as 18:55

Agricultura quer renovar decreto de emergência

Agricultura quer renovar decreto de emergência

SECRETÁRIO ATUALIZA CÁLCULOS DOS PREJUÍZOS TRAZIDOS PELA ESTIAGEM NO RN E CHEGA A R$ 3,8 BI; POR ISSO, E PELA FALTA DE ÁGUA, RECOMENDARÁ RENOVAÇÃO DA EMERGÊNCIA

07:32 27 de Fevereiro de 2014
 

Nadjara Martins
DO NOVO JORNAL
O quadro da seca no Rio Grande do Norte, que já era preocupante, agora revela-se ainda pior: segundo dados atualizados do governo, a estiagem que castiga o Rio Grande do Norte há dois anos já trouxe um prejuízo de R$ 3,8 bilhões para a produção agropecuária do estado, ou seja: quase quatro vezes mais do que havia se estimado anteriormente.

Entre as culturas mais afetadas estão a cana-de-açúcar, milho, feijão, sorgo, além da pecuária, que perdeu 200 mil cabeças somente em 2013. Fechando o bonde vem a castanha de caju, um dos principais produtos de exportação do estado, que reduziu em 50% a sua produção.

Foto: Ney Douglas/NJ.
Ney Douglas/NJ
Garoto observa chão rachado de reservatório seco no interior do RN
Em entrevista ao NOVO JORNAL na última segunda-feira (24), o secretário de agricultura do estado, Tarcísio Bezerra, havia estimado o prejuízo da seca no estado em R$ 1 bilhão. Entretanto, de acordo com relatório disponibilizado à reportagem pela secretaria no dia seguinte, o custo total é de R$ 3,8 bilhões. No conjunto da obra, a agropecuária teve uma redução de 46,76% na contribuição formal do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

Por causa da situação caótica, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape) elaborou um relatório em que recomenda ao governo do estado a renovação do decreto de situação de emergência. Caso seja atendido, o decreto chegará a sua quarta renovação.

O decreto que trata sobre a seca foi publicado pela primeira vez em 11 de abril de 2012, baseado em relatórios de órgãos técnicos, como a Secretaria de Recursos Hídricos (Semarh) e Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). Na época, 139 municípios estavam em situação de emergência. Segundo o último boletim da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), outros 36 municípios estavam em colapso ou em situação de risco no abastecimento.

De acordo com o relatório da secretaria de agricultura, finalizado no começo de fevereiro, mesmo as chuvas que pingaram no estado durante o inverno de 2013 não conseguiram garantir a retomada da produção, que já vinha em decréscimo. As precipitações que caíram nas microrregiões do Seridó, Borborema, Agreste, Serra de Santana, Baixa Verde e Chapada do Apodi ficaram abaixo de 500 milímetros durante todo o inverno.

Devido às chuvas ainda escassas do ano passado, os produtores e o governo ainda estão com “um pé atrás” com relação às precipitações “normais” que foram previstas para o inverno de 2014, que ficariam em torno de 600mm durante os primeiros três meses de inverno (março, abril e maio). “Nós estamos entrando no terceiro ano consecutivo de seca. Ainda estamos meio inseguros com relação a chuvas regulares para este ano”, admite o presidente da Federação de Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Norte (Fetarn), João Cabral.

De acordo com Cabral, entre as culturas mais prejudicadas estão a mandioca, que teve uma redução de 305 toneladas produzidas para 235 toneladas, e o rebanho bovino do estado, que perdeu R$ 1,2 milhão em 2013 – a terceira maior perda de rebanho do país.

“A produção da mandioca era massa, folha e farinha, e hoje é mais direcionada para a ração animal. Como esta é uma demanda muito grande, devido à falta de forragem, se torna também muito cara. A seca também gera essa inflação e aumenta o preço da ração dos animais”, explica Cabral. De acordo com o presidente da Fetarn, mesmo a baixa produção de farinha do estado – que abastece, basicamente, o mercado interno – foi inflacionada: um quilo de farinha chegou a custar R$ 8. Hoje, a produção de farinha não é suficiente para atender à necessidade do estado, e o governo começou a importar o produto de estados como Pernambuco e Bahia.

A seca prejudicou os dois setores: com a escassez das chuvas, rareou a folhagem usada para alimentar o gado. Com isso, os produtores começaram a procurar a maniva – raiz da mandioca – para alimentar o rebanho. A grande procura levou ao aumento dos preços e, por conseguinte, a redução da oferta. “Faltou maniva para o replantio da mandioca”, explica o secretário de agricultura do estado, Tarcísio Bezerra.

De acordo com Bezerra, o governo solicitou a Emater que realizasse um estudo sobre a quantidade de maniva necessária para reabastecer o produtor de mandioca do estado. “O consumo se elevou muito por causa da falta de forragem. Nós estamos trabalhando em projeto para repor essa área. A Emater vai avaliar qual o tamanho da área que precisa ser reposta e a quantidade necessária de maniva. Nós vamos comprar para repor a produção”, adiantou.