quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Ingredientes do caruru combatem os radicais livres

Qua , 26/09/2012 às 09:45 | Atualizado em: 26/09/2012 às 09:45.  www.atarde.uol.com.br

Ingredientes do caruru combatem os radicais livres

Líliam Cunha
  • Eduardo Martins | Ag. A TARDE
    O quiabo é um vegetal de baixa caloria e rico em fibras
Principal ingrediente do caruru, o quiabo é um vegetal de baixa caloria, rico em fibras, fonte de cálcio, sais minerais e vitaminas A, C e do complexo B (tiamina, riboflavina e niacina). De fácil digestão, é eficaz no tratamento de inflamações no intestino, bexiga e rins, explica a nutricionista Eneida Bomfim.

Trazido para o Brasil juntamente com os africanos, o vegetal, aliado aos outros ingredientes, como a castanha de caju, amendoim, gengibre e azeite de dendê, tornam o caruru uma das fontes mais ricas de alimentos que temos.

Segundo a nutricionista, a junção destes ingredientes, combatem os radicais livres, baixam o colesterol, e causam um bem-estar tão grande, que há quem afirme que vem daí o bom humor dos baianos.
Riqueza de nutrientes

Importante fonte vegetal de omega 3, a castanha de caju, por exemplo, é rica em vitamina E, substância antioxidante, cujos efeitos atuam como protetores do sistema imunológico, agindo ainda no combate ao LDL (colesterol ruim).

"No preparo do caruru temos ainda o gengibre, que além de ser considerado um poderoso anti-inflamatório, anticoagulante, antioxidante e bactericida, contribui com a digestão das gorduras", ressalta a nutricionista.
Segundo ela, também é importante frisar a importância nutricional do azeite de dendê. "Rico em vitamina A, o dendê, possui efeitos antioxidante cujas funções agem na remoção ou inativação dos radicais livres", finaliza Eneida Bomfim.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Guiné-Bissau. Exportação de castanha de caju cai 50%

Guiné-Bissau. Exportação de castanha de caju cai 50%

A exportação de castanha de caju deverá registar uma queda de 50%, com cerca de 75 mil toneladas por escoar e 30 mil toneladas por colher.

Depois de nos últimos anos ter crescido sustentadamente, o crescimento da exportação de castanha de caju no país foi revisto em baixa este ano, de 4,6% para 2,8%, o que representa uma queda de 50%.Recorde-se que a castanha de caju representa cerca de 15% do PIB guineense.
AT com Oje

sábado, 15 de setembro de 2012

Praga da Mosca Branca

06/09/2012
Além da seca, praga da Mosca Branca se constitui em ameaça potencial para cajucultura da região

As adversidades decorrentes do período de estiagem no segmento da cajucultura passaram a somar com outra dificuldade exponencial: a presença da praga da Mosca Branca. O problema foi alertado pelo presidente da Associação de Pequenos Produtores do projeto de assentamento de reforma agrária de Novo Pingos, em Assú, Manuel Cristiano da Cunha. A entidade mantém uma unidade de beneficiamento da castanha do caju com uma produção que atende aos mercados interno e externo. O dirigente associativista registrou que a falta de chuva já é uma grande preocupação e, agora, surge uma preocupação ainda maior que é a Mosca Branca. Manuel Cristiano disse que, para que se projete uma boa safra de caju é indispensável que se obtenha uma boa temporada chuvosa, numa média de 600 a 700 milímetros. Contou que este ano, no caso particular de Novo Pingos e região, choveu um pouco mais de 160 milímetros o que é insuficiente para garantir uma safra razoável. O dirigente disse que o reflexo disso é que, em pleno fim de agosto, não se consegue vislumbrar o florescimento dos cajueiros. Manuel Cristiano disse que normalmente já era para os pés de caju estar safrejando nesta época do ano. Declarou que a temporada propícia da safra são os meses de outubro e novembro até o início de dezembro. Mas, observou o dirigente, do jeito que está, dificilmente haverá uma florada que indique uma boa safra, reafirmando que as dores de cabeça aumentam com a presença da Mosca Branca. Ele disse que diversos pomares já apresentam indícios de presença do inseto. Salientou que a Mosca Branca está chegando numa velocidade muito rápida nos pomares de caju da região, inclusive na área do assentamento. Manuel Cristiano relatou que o maior prejuízo provocado pela praga é impedir que o pomar safreje. Ele afirmou que não tem como aquele pé de cajueiro produzir estando contaminado pela Mosca Branca, dizendo que idêntica situação observa-se em cidades como Apodi, Severiano Melo e Portalegre, dentre outras. Manuel Cristiano confidenciou que a aflição é maior ainda pelo fato de ter sido celebrado recentemente um contrato de fornecimento do produto beneficiado com uma rede de supermercados no valor de 200 mil reais. O contrato envolveu a Central de Produção e Beneficiamento que é composta por 10 cooperativas e associações com atuação na área. Destacou que o temor dos dirigentes é que a produção se frustre e não haja condição de respeitar os termos contratuais. Seu temor é que, se o contrato não for cumprido, as entidades terão que pagar uma multa. Prevendo tal situação ele informou que os representantes das 10 entidades de produção e beneficiamento da castanha do caju já procuraram assessoramento junto ao escritório regional do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa do Rio Grande do Norte, Sebrae/RN, em Mossoró, e à fundação Banco do Brasil, FBB, em Brasília. O objetivo é viabilizar uma renegociação do contrato com a rede de supermercados a fim de evitar a punição aos fornecedores, em consequência da impossibilidade de atender à demanda contratada.

14 produtos - incluido no PGPAF

Agricultor familiar terá desconto em empréstimo para custeio de 14 produtos em setembro

Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar concede bônus quando o preço de culturas financiadas está abaixo de garantir custo da produção

Agricultores familiares de 21 estados que têm empréstimos bancários por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) terão desconto no pagamento de parcelas do crédito rural em setembro, caso produzam estes 14 itens: açaí, babaçu, borracha natural, cará/inhame, castanha de caju, castanha do Brasil, cebola, laranja, leite, pequi, piaçava, sisal, sorgo e triticale.
O desconto é uma estratégia do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). Toda vez que o preço médio de algum produto pago pelo consumidor não for suficiente para cobrir os custos da produção, é calculado um bônus com base nessa diferença de preços. Este desconto será dado pelos bancos ao agricultor familiar no saldo devedor dos financiamentos do Pronaf.
Mensalmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) faz um levantamento nas principais praças de comercialização dos produtos da agricultura familiar e que integram o PGPAF. O programa abrange 49 produtos. Os bônus variam de acordo com a cultura produzida e o estado. O desconto concedido em setembro é para pagamentos de empréstimos que serão feitos entre 10 de setembro e 9 de outubro.
O produto com o maior bônus este mês é a borracha natural (extrativista) do estado do Acre, que obteve 54,99% de desconto. Em seguida, estão o babaçu (amêndoa) no Ceará, com 44,44%; e a borracha natural oriunda do Maranhão, com 41,18%. Confira as tabelas de descontos por produto e estado nas páginas 53 e 54 da seção 1 no Diário Oficial da União da última terça-feira (11). Os agricultores que têm direito ao desconto devem procurar os bancos em que realizaram o empréstimo.
Os bônus das operações de custeio e investimento do PGPAF ficam limitados a R$ 7 mil anuais por agricultor familiar. Nas operações de investimento do Pronaf, para que o bônus seja concedido, é necessário somente que um único produto corresponda a no mínimo 35% da renda estimada pelo agricultor para o pagamento do financiamento.
Os 49 produtos do PGPAF são: abacaxi, açaí (fruto), algodão em caroço, alho, amendoim, arroz longo fino em casca, babaçu (amêndoa), banana, baru (fruto), batata, batata-doce, borracha natural cultivada (heveicultura), borracha natural extrativa, café arábica, café conilon, cana-de-açúcar, cará, carne de caprino, carne de ovino, castanha de caju, castanha do Brasil (com casca), cebola, feijão, girassol, inhame, juta (embonecada), laranja, leite, maçã, malva (embonecada), mamona em baga, manga, mangaba (fruto), maracujá, milho, pequi (fruto), piaçava (fibra), pimenta do reino, pó cerífero de carnaúba, raiz de mandioca, sisal, soja, sorgo, tomate, trigo, triticale, umbu (fruto), tangerina e uva.

fonte: Portal Brasil - http://hnews.com.br/?p=4495

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Beneficiamento de Castanha de Caju

Minifábricas de beneficiamento

Território: Semi-Árido

Estima-se que, somente em 2004, trabalhadores rurais da Região Nordeste do país produziram 183 mil toneladas de castanhas-de-caju, gerando exportações equivalentes a US$ 186 milhões. A fim de aproveitar esse potencial, o governo brasileiro e empresas estão investindo no processo agroindustrial do caju, com o beneficiamento de castanhas e polpas.
A tecnologia visa a organizar minifábricas na configuração de um Módulo Agroindustrial Múltiplo de Processamento de Castanha-de-caju. O modelo atende às unidades (cooperativas de produtores) que adotam o processo e à linha de equipamentos desenvolvidos pela Embrapa. Também ocorre a implantação de uma unidade central de beneficiamento, acabamento, embalagem e comercialização.
Tal ação permite a articulação de agentes produtivos com interesses comuns, superando pontos críticos do processamento, gerando o aumento em 50% das amêndoas inteiras.
O processo de beneficiamento da castanha-de-caju tem as seguintes etapas, de acordo com a Unidade de Agronegócios do Sebrae Nacional:
A secagem das castanhas é feita em quadras de cimento ou em terreiros com o objetivo de reduzir a umidade para em torno de 8%. Depois de limpas, são classificadas e armazenadas em local arejado e seco. Dessa forma, é possível estocá-las por até um ano, enquanto se aguarda o beneficiamento.
A industrialização da castanha-de-caju começa com o cozimento por aproximadamente 20 minutos em autoclaves. Depois que saem das autoclaves, as castanhas seguem para o corte. O trabalho é feito preferencialmente em duplas. Uma pessoa opera a máquina de corte e a outra ajuda a separar a amêndoa da castanha.
A amêndoa, já sem a casca, passa por outras etapas de beneficiamento. Para reduzir a umidade, é preciso colocar as amêndoas em estufas por seis a oito horas. Depois de esfriar por duas a três horas, seguem para o umidificador. Isso facilita a próxima etapa de beneficiamento: a despeliculagem.
Neste processo, a retirada de películas é feita primeiramente com a utilização de equipamento. Em seguida, vem o acabamento manual, que garante melhor qualidade final e redução do percentual de quebra das castanhas. Nesta etapa, as amêndoas são separadas em grupos por tamanho, integridade e cor, para atender às demandas do mercado comprador. Em seguida, são embaladas.
Os conceitos de classificação e especificação de qualidade são determinados pelo Ministério da Agricultura e estão de acordo com as normas internacionais. Atualmente, o produto in natura é destinado ao mercado externo.
Para o mercado interno, as amêndoas recebem outro tratamento. Depois de selecionadas, elas são fritas em óleo de qualidade por aproximadamente três minutos. Em seguida, vão para a centrifugação a fim de que seja retirado o excesso de óleo. Ainda quentes, são salgadas e embaladas.
publicado:  http://rts.org.br/tecnologias-priorizadas/minifabricas-de-beneficiamento

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Campanha da castanha do caju: esse problema...

Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

publicado: http://ditaduradoconceso.blogspot.com.br 


Bom dia, meu bom amigo Aly,


Como Guineense, estou extremamente preocupado com a evolucao negativa do meu pais, e gostaria se possivel, de lancar um debate, onde todos deverao participar, dando a sua opiniao. A cotacao da castanha de caju, tem evoluido de forma negativa. No inicio da campanha, nos meses de marco e Abril, alguns empresarios, tinham contratos de exportacao, no valor de 1,200 a 1,250 USD/ton, neste momento as quase cem mil toneladas existentes no pais,(sem possiveis compradores) estao sujeitos a uma oferta pouco mais de 875 USD/ton, o que significara a falencia das empresas do ramo, se o produto for exportado neste momento.

Se os empresarios optarem por aguardar, pela melhoria dos precos no mercado internacional, esse acto, podera na mesma traduzir-se na falencia dessas empresas, porque as mesmas infrentam agressivos juros bancarios, derivados de emprestimos contraidos, para a efectivacao da operacao comercial em curso. Se esta situacao se mantiver, significa que a campanha do proximo ano estara em risco, para os empresarios nacionais, porque o nosso pais, que ja sofre com a invasao de empresarios estrangeiros, que entram para o nosso territorio a partir do mes de marco, para intervirem no processo de troca da castanha de caju, terao campo livre para atuarem.

E se tivermos em conta que as nossas autoridades, nao controlam a totalidade das operacoes que estes estrangeiros desenvolvem no nosso pais, onde os mesmos aproveitam-se da desorganisacao institucional, da pobreza e fraca preparacao da nossa populacao, para obter a precos irrisorios, a nossa producao agricola, que posteriormente sera comercializados noutros mercados a precos astronomicos. Estes individuos que de forma desumana, contribuem para o agravamento da pobreza no nosso pais, continuam a circular livremente pelo nosso territorio, a destruir as nossas riquezas florestais, beneficiando do silencio de funcionarios do estado e empresarios corruptos.

A actividade comercial, que a partir dos acontecimentos de 12 de Abril ultimo, a presente data, vem sofrendo uma forte desaceleracao, devido a reducao do consumo, atualmente, vive dias de extrema amargura. Os grandes armazens da nossa praca, estao com graves problemas de tesouraria,a ponto de promoverem saldos, com o objectivo de captarem fundos que servirao para a cobertura de encargos, com o pagamento das rendas e salarios.

Accoes desta natureza, sao de dupla gravidade, porque se nao vejamos: Se estes armazens, operam com fundos proprios, serao confrontados com a situacao de um emagrecimento grave do seu capital, reduzindo a sua capacidade de intervencao no mercado, concedendo mais uma vez, terreno fertil para a consumacao da invasao empresarial estrangeira.

Se os mesmos operam com financiamento bancario, infrentaremos o caos total, com o nivel de incumprimento das obrigacoes a disparar a todos os niveis e em todas as areas.
Resta-me perguntar, qual sera o nosso futuro? Porque se as empresas falirem, verificaremos o aumento do indice de desemprego no pais, e com o aumento dos indicadores de desemprego, aumentarao os indicadores de pobreza, de criminalidade etc. O estado nao podera aguentar a pressao que sera exercida sobre si, pelos diversos sectores de actividade do pais.

A CEDEAO nao nos podera valer, porque os paises membros dessa organizacao, por forca da crise economica internacional, tambem infrentam problemas internos graves, e nos nao podemos andar permanentemente de bracos estendidos a pedir esmolas meus irmaos, eles nao sao superiores a nos, os quadros Guineenses, detem capacidade tecnica de reconhecido valor, podem gerir os interesses do nosso pais, evitando-nos da situacao humilhante em que nos encontramos.
publicado:
Fernando Jorge Pedreira Gomes

sábado, 4 de agosto de 2012

Especulador - "Vilão ou um parceiro do Produtor ?"


Primeiro vamos a definição...

Especulador é aquele indivíduo que age no mercado, seja de ações, mercadorias, futuros, passados (!) ou qualquer outra coisa, visando lucros no curto ou médio prazos.


Este, aqui no Ceará, é falado, combatido e tem gente que quer eliminar, mas por quê?

Nós produtores de caju, não temos nada contra o especulador, pois estes ajudam ao produtor comprando a castanha a preço maior do que a indústria

Então porque nós seríamos contra a quem paga mais ao produtor ?

Esta "cria" é da indústria que paga mal ao produtor e assim deu uma grande oportunidade a empresários capitalizados para comprar dos produtores e revender aos próprios industriais pelo preço que poderia ser pago ao produtor

Decididamente é PARCEIRO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O QUE SERÍAMOS DE NÓS PRODUTORES SE ELES NÃO EXISTISSEM ?

PREZADOS PARCEIROS, PRECISAMOS FALAR COM VOCÊS, ENTREM EM CONTATO...


A VERDADE - A produção de 2010 e 2011

terça-feira, 31 de julho de 2012


A VERDADE - A produção de 2010 foi de 39.596 toneladas e a de 2011 foi de 168.000 toneladas ? Tenham paciência...



Ano / Toneladas


A quem interessa divulgar estatísticas irreais ?

Porque importaram castanha se a safra de 2010 foi tão boa ?

A quem certas instituição, verdadeiramente representa ?

Porque querem manipular a opinião pública ?

Porque querem atrapalhar a organização do produtor de Caju ?

Alguém pode responder ?
 Data Terça-feira, 31 de julho de 2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Cadeia produtiva do caju enfrenta dificuldades para se consolidar no Nordeste

A adoção de práticas modernas na atividade esbarra no custo financeiro de sua implantação e manutenção, sobretudo para os pequenos produtores.
Em que pese suas potencialidades, a cadeia produtiva do caju no Nordeste enfrenta dificuldades para se consolidar, tanto na parte agrícola, com baixa produtividade e resistência à novação dos pomares antigos, como na área industrial, onde se faz necessário ajuste na política de preços e comercialização, na melhoraria da qualidade e no maior aproveitamento dos produtos do caju (castanha, pedúnculo e derivados).
[AGÊNCIA PRODETEC ππ MAIO 2012]
A cultura do cajueiro tem grande relevância socioeconômica no Nordeste, especialmente no semiárido, dada sua capacidade de gerar emprego e renda tanto na agricultura quanto na agroindústria. A produção do Brasil perdeu terreno para outros países, embora tenha crescido 59% entre 2000 e 2009 e a área cultivada avançado, no mesmo período, de 651,1 mil para 758 mil hectares. Todavia, a produtividade nacional de 291 kg/ha continua aquém da média mundial (817 kg/ha) e muito longe da média obtida pelo Vietnã em 2009 (2.811 kg/ha), Índia (778 kg/ha), Nigéria (1.760 kg/ha) e Costa do Marfim (373 kg/ha).
A produção brasileira, quase toda concentrada no Nordeste, especialmente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí, alcançou 220,5 mil toneladas em 2009. No Vietnã, totalizou 958 mil toneladas contra 695 mil toneladas da Índia, 580,7 mil toneladas da Nigéria e 246,3 mil toneladas da Costa do Marfim.
Barreiras
Estudo recente do BNB-Etene traz uma análise da cajucultura no Brasil, enfocando cenários, mercados, riscos, panorama produtivo dentro e fora do país, aproveitamento e consumo, comércio externo, crédito e a estruturação da cadeia produtiva. O trabalho mostra que a adoção de práticas modernas na atividade, a exemplo do plantio da variedade anão precoce enxertado e da substituição de copas, esbarra no custo financeiro de sua implantação e manutenção, sobretudo para os pequenos produtores. Mostra, também, que o estímulo para a revitalização dos cajueiros na região Nordeste, estaria no fim do desperdício do pedúnculo (em torno de 90%), fonte de preocupação para todos os segmentos da cadeia nordestina do caju.
Segundo os técnicos, o aproveitamento econômico do caju em forma de doce, cajuína, polpa e fruta de mesa e o consequente aumento da renda do produtor, estimularia novas práticas e tecnologias, com repercussão sobre o nível de produtividade.
Agricultura familiar
Para a agricultura familiar, o estudo do BNB-Etene indica como o mais atraente o modelo de beneficiamento de castanha de caju que adote um processo tecnológico simples, porém em condições de colocar o produto no mercado local ou internacional. Também se mostra favorável a exploração do cajueiro-anão precoce de sequeiro, tendo como objetivo a venda da castanha acompanhada da venda do pedúnculo para a indústria e a venda do pedúnculo in natura. Outra opção do agricultor familiar seria explorar o cajueiro comum em consórcio com a cultura da mandioca.
publicado no www.agenciaprodetec.com.br - 25.07.2012

domingo, 1 de julho de 2012

Hamburguer de Caju -

Hamburguer de Caju - O MUNDO VAI OUVIR FALAR DELE ! ESCREVAM ISSO...




A turma da colônia de férias come com prazer! Hambúrguer no lanche. Tudo errado? Que nada. Não é qualquer hambúrguer.
"Eu nunca pensei que existisse hambúrguer de caju", diz Lauana de Oliveira , de 8 anos.
"Não sabia nem o que se fazia com caju, fora o doce, a cajuína e o suco. Eu nunca pensei em hambúrguer", conta a estudante Thaís Cartaxo.
Caju é matéria-prima que o Ceará tem de sobra. No estado, que é o maior produtor brasileiro, só a castanha tem mercado. A polpa quase não é aproveitada.
"São desperdiçados 90% do caju. Os outros 10% são vendidos para a indústria de sucos, caju de mesa e o restante é utilizado como ração animal", diz o secretário de Agricultura de Beberibe, Alexandre Belém.
Uma pena. Por isso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) decidiu inventar um jeito de evitar o desperdício e criou a receita do hambúrguer, que é muito simples. A polpa é batida no liquidificador e peneirada para tirar o suco. Depois, é temperada.
"A fibra é temperada com o que a gente usa habitualmente na carne: cebola, pimenta, alho. Isso depende do gosto de cada um. E quando a gente quer, pode acrescentar algumas ervas, como orégano e alecrim", ensina a instrutora do Senar Rosimar Brito Chaves.
Quando estiver no ponto, deixe esfriar e acrescente farinha de trigo. Depois, dê o formato. A fritura é igual a de um hambúrguer comum. Mas o cheirinho no ar dá água na boca!
Para quem prova pela primeira vez, é difícil identificar de cara o gosto do caju por conta dos temperos e do sal, mas dá para perceber no finalzinho que tem um toque da fruta no meio e é muito gostoso.
No Laboratório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pesquisadores analisaram a receita. Descartaram riscos de contaminação e confirmaram o nível nutricional do alimento.
"Na realidade, ele é bastante saudável porque tem um teor de fibras muito alto e isso ajuda muito o organismo na questão do funcionamento do intestino. Apesar de ter baixo teor de proteína, a sidra é muito boa para o organismo", avalia a pesquisadora da Embrapa Janice Ribeiro Lima.
O último teste feito com o hambúrguer de caju foi o sensorial. Os pesquisadores queriam saber como seria a aceitação no mercado e se era possível congelar o produto mantendo as características originais, como cheiro, sabor e consistência. Quem deu a palavra final foram os consumidores. Durante seis meses, uma turma foi ao laboratório dar uma provadinha na novidade. Para cada provador, apenas um pedacinho para degustar. Depois de muitas mordidas...
"Gostei muito da aparência, do aroma e do sabor. Mas gostei moderadamente da textura", diz a estudante Germana Soares.
"Apesar de ser de caju, o sabor não é tão pronunciado, devido aos temperos. Só precisaria melhorar a textura", comenta o engenheiro de alimentos Leandro Fernandes.
"Os consumidores avaliaram esse produto como 'gostando ligeiramente'. E essa avaliação não caiu ao longo dos seis meses que a gente armazenou", conta a pesquisadora da Embrapa Janice Ribeiro Lima.
Congelado nos períodos de entressafra, esse alimento pode fazer parte da merenda escolar o ano inteiro. E é o que vai acontecer em Beberibe, no litoral do Ceará, na volta às aulas. Pelo teste das férias, não há mais dúvida: a nova merenda vai ser um sucesso!
"Achei nota 10. Estava maravilhoso", Thaís.
"Eu daria nota 20, porque é muito gostoso", elogia Lauana.
MAIS INFORMAÇÕES:
- Desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical
Site:
www.cnpat.embrapa.br
E-mail:
sac@cnpat.embrapa.br
Hambúrguer de Caju
Ingredientes
8kg de caju fresco (sem castanha)
300g de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de cheiro verde picados
2 pimentões médios picados
4 tomates grandes picados
2 cebolas médias picadas
1/2 colher (sopa) de corante (colorau)
1 cabeça de alho grande (ou 3 colheres de sopa de pasta de alho)
pimenta-do-reino a gosto
sal a gosto
Modo de Fazer

Lavar bem os cajus, acrescentar um pouco de água e bater do liquidificador. Depois, peneirar bem para tirar todo o suco. O que sobra é a fibra (mais ou menos 1,5kg). Colocar a fibra numa panela e temperar com alho, cebola, tomate, cheiro-verde, pimentão, corante, pimenta-do-reino e sal a gosto. Refogar por mais ou menos 10 minutos. Tirar do fogo e colocar numa bandeja grande para esfriar. Quando estiver fria, acrescentar a farinha de trigo e espalhar sobre superfície com a ajuda de um rolo (como se fosse uma massa). Por último, cortar no formato de hambúrguer. A fritura é igual a de um hambúrguer tradicional.
Dicas: acrescentar os temperos que você costuma usar na carne, como ervas, por exemplo; usar a boca de uma xícara ou copo para dar o formato de hambúrguer.
Rendimento médio: 20 hambúrgueres
publicado por: http://souprodutordecaju.blogspot.com.br