sábado, 16 de junho de 2012

Equipe da ASCAJU inicia pesquisa para colher 100% do Caju, sem contato com o solo

A rede se parecerá com esta, mas deve ser de baixo custo

A idéia partiu da necessidade de viabilizar a colheita do caju, sem a fruta cair no chão, além de vir em socorro a escassez de mão de obra no campo

Esta pesquisa será feita em cajueiros anão precoce e gigante

Consiste em colocar redes debaixo dos cajueiros, com apenas uma saída para receber os cajus diretamente na caixa ou saco, sem contato com o solo

Desta forma, a castanha e o caju ficarão livres de impurezas, com isso minimizaremos o desperdício e maximizaremos a mão de obra

ATENÇÃO !

Vem aí o Núcleo de Inovação Tecnológica da ASCAJU, com o nome de guerra BRIGADA DO CAJU


Esta Brigada será formada com pessoas altamente comprometidas com o Produtor, pois temos que viabilizar economicamente a Cajucultura

Segue o nome das 5 (cinco) primeiras adesões:

1- João Batista
Presidente da ASCAJU

2- Francisco José (Franzé)
Vice-presidente da ASCAJU e
Presidente do Sindicato Rural de Horizonte

3- Rodrigo Diógenes
Presidente do Sindicato Rural de Beberibe
e Coordenador do Projeto Cajucultura - FAEC / SDA
e Associado da ASCAJU

4- Wagner Jucá
Empresário de Adubos Organominerais para fruticultura
e Associado da ASCAJU

5- Normando Soares
Vice-presidente da Federação da Agricultura e
Pecuária do Estado do Ceará - Região Administrativa Litoral Leste
e Diretor da ASCAJU

Devemos deixar de se preocupar com os "outros" e vamos cuidar de nosso quintal...

Será bem vindo todo aquele que quiser ajudar, sem estrelismo institucional e sem vaidades

"Vamos em frente que atrás vem gente !"

"Vocês vão ouvir falar da gente!"

sexta-feira, 15 de junho de 2012 - souprodutordecaju.blogspot.com.br

Faern participa de audiência pública que debateu problemas e sugestões da cajucultura - 12 de Jun de 2012

    Imagem Interna


    Foi promovida na tarde de segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, audiência pública que debateu a situação da cajucultura no estado. Idealizada pelo deputado Gustavo Fernandes, o encontro visava analisar a real situação de inúmeros produtores rurais e apontar possíveis soluções para o setor, que atualmente sofre com vários problemas no RN.

    De acordo com os debatedores, entre produtores rurais e técnicos do Rio Grande do Norte e do Ceará (que enfrenta os mesmos problemas) não existe assistência técnica e sem o acesso a novas tecnologias não será possível melhorar a produtividade que está muito baixa nos estados que cultivam o caju. “Aliado a isso tudo, o preço baixo pago pelo mercado ao nosso produtor. Que já sofre atualmente com essa seca devastadora”, ressaltou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), José Álvares Vieira.

    O propositor da audiência pública, deputado Gustavo Fernandes, explicou que com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Nordeste, com uma área plantada superior a 750 mil hectares, responde por 100 por cento da produção nacional e o Ceará, Piauí, Bahia e Rio Grande do Norte são os principais produtores. “As exportações das principais frutas do Rio Grande do Norte alcançaram 135,2 milhões de dólares em 2011. A castanha de caju movimentou 50,2 milhões de dólares e ficou com a segunda posição na pauta externa. Apesar de tanto potencial, uma questão primordial na atividade do caju necessita ser revista. Trata-se do baixo preço recebido pelo produtor. O seu empobrecimento resultou na incapacidade de realizar novos investimentos”, alertou o parlamentar.

    Ações

    De acordo com o presidente da Faern, José Vieira, ações precisam ser feitas imediatamente para sanar esse declínio do setor da cajulcultura. “Se não nos alertarmos para esse grave problema, o setor e os seus inúmeros produtores sofrerão as terríveis consequências. Depois disso, não adiantará reclamar dos bolsões de miséria que aparecerão nas pequenas cidades e zonas rurais. E as ações começam com assistência técnica efetiva e pesquisa de ponta. Aliado a isso, um melhor preço pago aos nossos produtores rurais. Afinal, no território potiguar o produtor vende hoje um quilo da castanha por R$ 1,40 enquanto que a importada chega aqui, em média, a R$ 2,19”, explicou Vieira.

    Participaram dos debates: Elano Gomes Pinto, da Associação de Produtores de Severiano Melo; o presidente da Associação dos Cajucultores do Ceará, João Batista de Carvalho; o vice-presidente da Federação da Agricultura do Ceará, Normando Soares; o gestor de projetos do Sebrae, Lecy Carlos Gadelha; o coordenador de produção vegetal e fruticultura da Emparn, João Maria de Lima e o presidente da Faern, José Vieira.
Fonte: FAERN (Clique Aqui!)


Seria necessário os recursos de apenas um dia, dos subsídios da agricultura americana, para revitalizar a Cajucultura Nacional

Governo americano "regando" o agronegócio com 1 bilhão por dia

Vivendo e aprendendo !

Ontem, na reunião da Câmara Setorial da Cajucultura, fiquei sabendo através do Industrial Napoleão Viana, que o Governo americano aplica 1 bilhão de dólares, por dia, de subsídios na agricultura...


REFLITAM !

Seria necessário o investimento de 75 % do que os Estados Unidos gasta por dia para revitalizar a CAJUCULTURA NACIONAL

Explicando com mais propriedade !

750.000 hectares de caju no Brasil x R$ 2.000,00 (por hectare) = 1 bilhão e 500 milhões

Mas isto seria gasto em 10 anos...

150 milhões por ano, no decorrer de 10 anos

1º ano 75.000 ha = 10% = R$ 150.000.000,00 (cento e cinquenta milhões)
e assim sucessivamente no 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 8º, 9º e 10º ano


E VIVA O FUNCAJU !

sexta-feira, 15 de junho de 2012 - souprodutordecaju.blogspot.com.br

Guiné-Bissau: Governo de transição prevê exportar 150 mil toneladas de caju

Bissau, 14 jun (Lusa) - O Governo de transição da Guiné-Bissau prevê exportar este ano 150 mil toneladas de caju, tendo sido exportadas até agora 22,5 mil toneladas.

De acordo com Hélder Henrique de Barros, o diretor-geral do Comércio e da Concorrência, do Ministério do Comércio, estão prontas a ser exportadas 90 mil toneladas, havendo pedidos de exportação na ordem das 42 mil toneladas.

Segundo o responsável, citado hoje pela Agência de Notícias da Guiné-Bissau (ANG), houve muita castanha de caju, o principal produto do país, que foi exportada ilegalmente por via terrestre, em parte devido ao golpe de Estado de 12 de abril último.

Ler mais:
http://visao.sapo.pt/guine-bissau-governo-de-transicao-preve-exportar-150-mil-toneladas-de-caju=f670108#ixzz1xwi7vque

Produção de caju foi a pior dos últimos dez anos

Maputo - Moçambique produziu apenas 64 mil toneladas de castanha de caju na campanha 2011-12, contra 113 toneladas na época anterior, naquela que foi a produção mais baixa nos últimos dez anos, disse a quinta-feira, à Lusa, uma fonte oficial.

Segundo a directora nacional do Instituto Nacional do Caju (INCAJU), Filomena Maiopue, a baixa produção resultou da alternância da planta, situação que considerou normal.

"Quando no ano anterior o cajueiro atinge o pico, no ano seguinte a produção baixa bruscamente", disse a responsável do INCAJU, falando no Dondo, província de Sofala, no centro de Moçambique.

As 113 mil toneladas obtidas na campanha anterior são consideradas o pico da produção de castanha de caju no país.

Mas, a fraca colheita de 2011-12, estendeu-se também à comercialização do produto, que caiu 40 porcento, fenómeno assacado à crise mundial e à redução do preço pago ao produtor, que passou de 19 meticais (0,54 euros) para 13 meticais (0,37 euros) por quilo.

"Este facto, fez com que muitos produtores retivessem a produção à espera de oportunidade de outros preços que nunca mais surgiram por falta de dinheiro", disse Filomena Maiopue, citada pelo Diário de Moçambique, acrescentando que grandes quantidades da castanha de caju encontram-se ainda nas mãos dos produtores. 15-06-2012 11:31 Moçambique - http://www.portalangop.co.ao/

quarta-feira, 6 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

Iniciou o desembarque de parte das 100.000 toneladas de Castanha importada da África

O que nós produtores de caju podemos fazer com esta notícia ?

O que fazer, quando se diz que a Castanha Importada é de boa qualidade e ainda tem o rendimento maior que a nossa castanha ?

Não existe outro caminho que não seja a nossa organização, nós somos quase 150.0000 (cento e cinquenta mil) produtores e é difícil a nossa organização, mas iniciativas estão sendo feitas para que esta tão sonhada organização possa ser efetivada

Ações como as Audiências Públicas no Ceará, agora no Rio Grande do Norte e posteriormente no Piauí, são indícios que a Cajucultura pode tomar outro rumo, um rumo diferente de diversas culturas, que vimos nascer, gerar riquezas e depois desaparecer...

Em Fortaleza, por ocasião do AGROPACTO, tivemos a visita do Senador Wellinton Dias, Presidente da Subcomissão Permanente de Desenvolvimento do Nordeste e Relator do FUNCAJU, que nos falou da necessidade de ser criada a BANCADA DA CAJUCULTURA, uma necessidade urgente !

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SOBRE A NOSSA PRODUTIVIDADE

Precisamos aumentar a nossa produtividade, não há necessidade de aumentarmos a área plantada

Vejamos abaixo:

Produção Nacional em 2006



Então:

Produção em 2006

243.770 toneladas = 243.770.000 milhões de quilos / 710.181 ha = 343 quilos por hectare



Ainda:

Produção em 2010

104.342 toneladas = 104.342.000 milhões de quilos / 759.460 ha = 137 quilos por hectare

Agora vejamos o Panorama Internacional:


Triênio 2005/07

Vietnã = 2.705 kg de castanha por hectare

Nigéria = 1.971 kg de castanha por hectare

India = 692 kg de castanha por hectare

Brasil = 269 kg de castanha por hectare
Sem aumento de área plantada, só aumentando a nossa produtividade para 692 quilos por hectare (India), teríamos de produção:
759.460 ha x 692 quilos por hectare = 525.546 toneladas > 525.546.320 milhões de quilos

Como temos capacidade de processamento algo em torno de 500.000 toneladas, não seria necessário importar um quilo de castanha;

O FUNCAJU PODE AJUDAR NO AUMENTO DESTA PRODUTIVIDADE !!

OS CUSTO DE PRODUÇÃO SÃO ALTOS, AUMENTANDO A PRODUTIVIDADE, DIMINUI-SE O CUSTO DE PRODUÇÃO, OBVIAMENTE É MAIS DINHEIRO NO BOLSO DO CAJUCULTOR

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Caju é alternativa para agricultura familiar, propõe Benedito de Lira



Benedito de LiraFoto: Sandro Lima
Senador Benedito de Lira

 
 
Em busca de recursos para projeto que prevê a plantação de 5 milhões de cajueiros para agricultores familiares do semiárido do Nordeste, o senador Benedito de Lira (PP-AL) foi ao Plenário mostrar os benefícios e o baixo custo da iniciativa.

“O governo federal colocou R$ 80 milhões à disposição para atender às vítimas da seca no Nordeste, somente em maio, mas quando a verba terminar a seca continuará. No próximo ano, teremos a mesma dificuldade porque o fenômeno é cíclico. Por isso, apelo que o Governo Federal invista em ações permanentes de minimização dos efeitos da seca, principalmente, para os pequenos agricultores”, lembrou.

Benedito de Lira mostrou que são necessários R$ 2,5 milhões para plantar 350 mil mudas de caju em dois mil hectares de terra a fim de permitir que mais de 500 famílias tenham alternativa de renda na seca e na entre safra. Durante o discurso, o senador pediu a união do Governo Federal, estados e municípios para definirem e executarem políticas públicas para oferecer condições de vida ao pequeno agricultor. “Não é só a cesta básica, o carro pipa que vai resolver essa dificuldade. O sertanejo ama a sua região e só a deixa quando não consegue sobreviver com a seca, mas quando a chuva cai, ele volta. Só precisa de apoio do governo para soluções definitivas ”, disse.

Os senadores Alfredo Nascimento (RR) e Antônio Carlos Valadares (SE) apoiaram a iniciativa de Benedito de Lira como forma de combater as desigualdades regionais.
O senador cobrou investimentos do Ministério da Integração Nacional em iniciativas de baixo custo e alto impacto na geração de renda e fixação do sertanejo. “Imaginem investir R$ 50 milhões para que agricultores familiares possam iniciar a plantação de caju. Ao terminar o mandato, o governo poderá dizer que milhares de nordestinos que morriam de fome e sofriam com a da seca terão qualidade de vida como em outras regiões do país. Se não houver investimento, a região continuará a ser penalizada sem ter o que beber e o que comer”, alertou.





















terça-feira, 15 de maio de 2012

Estiagem deve provocar queda na produção de castanha de caju no RN

Estiagem deve provocar queda na produção de castanha de caju no RN

Seca está prejudicando a florada dos cajueiros no Rio Grande do Norte.
Safra de 2012 deve ficar em torno das 10 mil toneladas no estado.
Do Globo Rural - 15/05/2012 06h58
A estiagem que atinge o Nordeste está prejudicando a florada dos cajueiros no Rio Grande do Norte, o que deve causar queda na produção de castanha.

Sem chuvas regulares nos quatro primeiros meses de 2012, os 100 hectares de cajueiro do produtor Francisco Rufino Filho não irão florescer e a safra de castanha deste ano já está comprometida.

O município de Apodi é um dos maiores produtores de castanha de caju do Ri Grande do Norte e um dos que mais sofrem com a seca. Segundo o engenheiro agrônomo Antônio Tertuliano Oliveira, este ano choveu uma média de 200 milímetros na região, o que é muito pouco para o desenvolvimento das amêndoas. “Requer em torno de 600 a 1,2 mil milímetros para que haja uma produtividade satisfatória para o cajueiro”, diz.

A safra de castanha de 2012, que começa em setembro, deve ficar em torno das 10 mil toneladas no Rio Grande do Norte, segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado. Houve redução de 50% em relação às safras de 2010 e 2011.

A diminuição na produção deve afetar as pequenas usinas de beneficiamento de castanha no Rio Grande do Norte. Sem amêndoas e sem estoque suficiente, a expectativa é que muitas não consigam mais operar e fechem as portas. As grandes usinas devem importar castanha para manter a atividade em funcionamento.

A usina de beneficiamento de Mossoró importou da África seis mil toneladas de castanha no ano passado. Em 2012, a previsão é dobrar esse número. O empresário diz que o setor está muito instável. “O salário tem subido nessa variação cambial. Eu tenho 33 anos com castanha e estou vendo que está ficando difícil a nossa indústria”, avalia o empresário Francisco Assis Neto.

Campanha do caju "de mal a pior", alerta associação de agricultores.

Lusa 09 Mai, 2012, 16:57 – www.rpt.pt - noticias

O presidente da associação dos agricultores da Guiné-Bissau, Mama Samba Embalo, afirmou hoje que a campanha de comercialização da castanha do caju, principal produto de exportação do país, "vai de mal a pior".

Fazendo um balanço da campanha de caju à luz da situação de crise político-militar no país, decorrente do golpe de Estado militar de 12 de abril, Mama Samba Embalo disse que "se continuar a persistir o impasse os níveis da pobreza irão aumentar".

"Enquanto representantes dos agricultores, podemos dizer que a campanha está a correr muito mal. Vai de mal a pior. A pobreza ameaça a população do mundo rural. A castanha está a ser comprada abaixo do preço fixado pelo Governo", deposto, disse Embalo, também deputado no Parlamento.

O presidente da ANAG (Associação Nacional dos Agricultores da Guiné) disse que a situação se torna ainda mais complicada devido ao fluxo de pessoas das cidades para as zonas rurais, onde praticamente só se vive do caju.

"O preço de referência era 250 francos por quilograma, mas o caju é comprado abaixo desse preço, o que empobrece cada vez mais o produtor", sublinhou Mama Samba Embalo, explicando ainda que os empresários guineenses não participam na campanha deste ano.

"Apenas os empresários mauritanos e indianos é que estão a comprar, porque os operadores nacionais não tiveram crédito nos bancos comerciais por isso não conseguem participar na campanha", notou o responsável da ANAG.

"Os bancos não têm confiança no país, por isso não dão crédito aos empresários nacionais. Para piorar ainda mais as coisas, a castanha está a ser comercializada nas fronteiras para os países vizinhos, Guiné-Conacri, Senegal e Gâmbia", observou Embalo.

"Não há controlo das nossas fronteiras. O país está a perder muita riqueza. O índice da pobreza está a aumentar a cada dia que passa", salientou o presidente da ANAG, apontando números.

"Em 2011, por estas alturas do mês de maio, já tinham sido exportadas 16 mil toneladas de castanha através do porto de Bissau. Neste momento que vos falo, nem uma tonelada saiu pelo porto de Bissau", disse.

Mama Samba Embalo explicou que a campanha de 2011, considerada até pelo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional como sendo a melhor de todas, ajudou o país a subir o nível da economia e a credibilidade externa.

"Produziram-se cerca de 200 mil toneladas, exportaram-se 167 mil toneladas no ano passado. A previsão deste ano era para 230 mil toneladas de exportação numa produção de cerca de 250 mil toneladas, mas tudo isso poderá ser uma miragem", defendeu Embalo.

"Ainda é possível recuperar a campanha se o problema for resolvido nos próximos dias, mas é impensável pensar que vamos poder conseguir alcançar a quantidade exportada no ano passado", acrescentou o presidente da ANAG, para quem a solução passa pela reposição das coisas tal como estavam antes do golpe de Estado.

"Queremos que seja reposta a ordem constitucional e seja reposto o Governo que foi derrubado", disse Mama Samba Embalo.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Estiagens atingem a produtividade dos cajueiros

02/05/2012 19h59 - Publicado no www.portalmercadoaberto.com.br  
As fortes estiagens verificadas no estado do Rio Grande do Norte irão refletir na produção de castanha-de-caju da safra 2012/2013, que começa a ser colhida a partir do mês de setembro próximo.
Em anos normais de safra, a produção do Rio Grande do Norte atinge, em média, 42.000 toneladas de castanha-de-caju in natura. Na safra de 2010/2011, por causa das condições climáticas adversas, a produção caiu para 26.000. Isso obrigou as indústrias a importar, durante aquele período, a matéria-prima da África.
Na Região Oeste, importante produtora de castanha-de-caju do estado, choveu apenas 342 mm até o mês de abril, quando em situações normais as chuvas chegam a acumular mais de 800 mm no mesmo período.
A adversidade climática deste ano leva o setor agrícola potiguar a projetar que o Rio Grande do Norte enfrentará uma das piores secas dos últimos 30 anos. Essa situação vem preocupando a cadeia produtiva da cajucultura, sobretudo com relação à oferta do produto, uma vez que o estado conta com uma capacidade de beneficiamento de 68.200 toneladas e teme pela ociosidade do parque industrial.
Para atenuar essa situação, as indústrias potiguares já estão formalizando contratos com os países africanos para importar castanha-de-caju in natura, visando suprir parcialmente o déficit da produção do Rio Grande do Norte.
Está provado que o estado precisa avançar no uso de tecnologia para produzir alimentos por meio do processo de irrigação!